UF Arez Amieira do Tejo

História

Arez é uma povoação portuguesa do Município de Nisa que foi sede da extinta freguesia de Arez. Tinha 55,72 km² de área e 256 habitantes nos Censos de 2011, com uma densidade populacional de 4,6 hab./km². A freguesia foi extinta na reorganização administrativa de 2012/2013, sendo agregada à freguesia de Amieira do Tejo, formando a União de Freguesias de Arez e Amieira do Tejo.

Foi vila e sede de um pequeno concelho entre o século XII e 1836, altura em que foi integrada no concelho de Nisa.

A primeira referência (“turre dares”) surge na carta de delimitação territorial do Foral de Marvão (1226), onde já aparece “come Ares”, identificando uma torre atalaia numa zona de fronteira com Castela. Foi terra senhorial da Ordem do Templo, integrando a Vigairaria de Tomar e mais tarde a Ordem de Cristo, recebendo foral de D. Manuel I.

A sua localização era estratégica entre territórios de ordens militares, numa zona de transição entre Beira e Alentejo. Pertenceu à Correição de Portalegre e teve como donatário Álvaro Gonçalves de Moura, figura ligada à alta nobreza portuguesa.

O Título da Comenda de Ares (1505) surge na Carta de Foral de 1517, indicando autonomia face a Nisa. No Tombo da Comenda de Santa Maria de Ares (1638), são definidos os limites com Nisa, Vila Flor e Amieira.

No século XVIII, a Câmara de Arez era composta por dois juízes ordinários, dois vereadores, um procurador e um escrivão. A economia baseava-se sobretudo no centeio, com menor produção de trigo, vinho e azeite.