UF Arez Amieira do Tejo

História

Amieira do Tejo é uma povoação portuguesa do Município de Nisa que foi sede da-extinta Freguesia de Amieira do Tejo, a freguesia que tinha 102,44 km² de área e 241-habitantes nos censos de 2011, e, por isso, uma densidade populacional de 2,4-hab./km².

A Freguesia de Amieira do Tejo foi extinta (agregada) pela reorganização

administrativa de 2012/2013, tendo o seu território sido agregado ao da Freguesia de-Arez para criar a União de Freguesias de Arez e Amieira do Tejo.

Foi vila e sede de concelho, formado por uma freguesia, até ao início do século XIX.

Tinha, em 1801, 857 habitantes e denominou-se Amieira até 1957.

Com evidências de povoamento pré-histórico, foi uma vila importante durante o tempo-da Reconquista Cristã na península ibérica. Amieira encontrava-se incluída na doação-da terra de Guindintesta, em 1194, a grande área que o rei D. Sancho I concedeu à-Ordem do Hospital para que a colonizasse e a defendesse.

Em 1232, por doação régia de D. Sancho II, o domínio hospitalário alargou-se-consideravelmente para sul, e passou a integrar as vilas de Amieira, Gavião e Crato. A-vila de Amieira foi dotada de um castelo já mais tarde, sensivelmente um século-depois de passar para as mãos dos Hospitalários. A sua construção ficou a dever-se a-Álvaro Gonçalves Pereira, filho bastardo do bispo D. Gonçalo Pereira, prior da Ordem-do Hospital e pai do futuro condestável do reino, Nuno Álvares Pereira. O castelo da-Amieira explica-se nesta conjuntura renovadora do papel e da acção da Ordem do-Hospital. Três anos depois, o rei D. Pedro I visitou a fortaleza, cujas obras deviam-estar já bastante adiantadas, apesar de só terem sido formalmente concluídas em-1362. O próprio Álvaro Gonçalves Pereira manifestou grande cuidado na construção e-evolução deste castelo, onde também morou, na torre de menagem e onde faleceu em-1375.

Historicamente, Amieira do Tejo pertencia aos domínios do Priorado do Crato, da-Ordem de São João de Jerusalém e esteve sempre sob domínio da Ordem de Malta,-também conhecida como Ordem do Hospital, com sede em Malta. A importância da-vila consolidou-se no século XIV com a construção do seu castelo cerca de 1350. E-Amieira recebeu o seu foral manuelino a 4 de maio de 1512, concedido pelo rei D.

Manuel I, o que reforçou a sua importância.

No século XVIII, grande parte das antigas estruturas do castelo estavam abandonadas-e parte da fortaleza havia sido adaptada a residências civis. À época da guerra da-Restauração da Independência foram erguidas edificações residenciais no interior do-recinto do castelo que, abaladas pelo terramoto de 1755, já se encontravam em ruínas-em 1747, segundo relato coevo do padre Luís Cardoso, nas Memórias Paroquiais. Já-no século XX, na década de 1920, as dependências do castelo passaram para a-responsabilidade do Ministério da Guerra, com quem a Junta de Freguesia celebrou-um contrato de arrendamento que lhe permitiu usufruir do monumento.

A vila de Amieira tinha Feira que se realizava no dia 29 de agosto, a qual se extinguiu-em meados do século XVIII. Em maior produção e abundância o azeite, o vinho, o-trigo e centeio e abundância de pomares de fruta, pois possui água em abundância-pelas diversas fontes.

Na Reforma Administrativa de 1836 o concelho de Amieira foi extinto e anexado ao do-Gavião, passando a ser uma freguesia desse Concelho. No entanto, não tendo sido-bem recebida essas decisão de ambas as partes, Francisco de Matos Lôbo proclamou-ao povo que o não permitisse e em 1838, “foram em massa a Portalegre, os povos da-Amieira, Vila Flor, Arez e Tolosa, protestar perante a Junta Geral chefiados por Matos-Lôbo, o qual em nome destes povos foi a Lisboa solicitar ao Governo central o-deferimento da sua desanexação do concelho de Gavião, até que, e dada a

insistência, e apenas em 1895, a freguesia de Amieira voltou a ser incorporada no-concelho de Nisa.

Foram muitos os ilustres que nasceram e viveram em Amieira ao longo da sua-História, assim como os episódios que os acompanharam. A antiguidade e a

importância da vila de Amieira do Tejo é atestada e comprovada pela sua ainda-preservada toponímia e onomástica.